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		<title>Cidades Sustentáveis: Soluções Baseadas na Natureza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Denise Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 May 2025 08:41:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Artigo por, Ana Mesquita, Arquiteta Paisagista e membro da direção da Associação Nacional de Coberturas Verdes (ANCV) Quando se fala em sustentabilidade, o pensamento comum tende a fixar-se em imagens [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://huild.pt/2025/05/09/cidades-sustentaveis-solucoes-baseadas-na-natureza/">Cidades Sustentáveis: Soluções Baseadas na Natureza</a> first appeared on <a href="https://huild.pt">Huild</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Artigo por, <strong>Ana Mesquita</strong>, Arquiteta Paisagista e membro da direção da <a href="https://www.greenroofs.pt/" target="_blank" rel="noopener" title="">Associação Nacional de Coberturas Verdes</a> (ANCV)</p>



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<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em sustentabilidade, o pensamento comum tende a fixar-se em imagens de painéis solares, carros elétricos ou na prática da reciclagem. Tudo isso é necessário, mas não é suficiente. O que muitas vezes não nos é evidente, talvez porque fomos habituados a separar o natural do urbano, é que <strong>não há sustentabilidade possível sem natureza</strong>. E, mais do que isso, sem natureza próxima das pessoas. <strong>Sustentabilidade urbana não se faz só com tecnologia, faz-se também com raízes, folhas, solos vivos e cursos de água que voltam a correr a céu aberto</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É exatamente isso que nos pede o <strong>Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11</strong>, promovido pelas Nações Unidas: <strong>transformar as cidades em espaços inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis</strong>. Um objetivo ambicioso e urgente. <strong>Em 2050, mais de dois terços da população mundial viverá em áreas urbanas</strong>. <strong>E se estas continuarem a ser moldadas como foram nas últimas décadas</strong>, dominadas por superfícies impermeáveis, vulneráveis a extremos climáticos e marcadas por desigualdades sociais, <strong>estaremos a comprometer, sem hesitação, o bem-estar e a segurança das gerações futuras</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário, o caminho são as <strong>Soluções Baseadas na Natureza</strong> (NbS). Trata-se de uma <strong>abordagem alternativa, mais integrada e regeneradora, que contrasta com a visão convencional da engenharia urbana estática: rígida, cara, dependente de manutenção pesada, e que muitas vezes tem conduzido cidades ao limiar da inabitabilidade</strong>. As NbS propõem algo aparentemente simples, mas transformador: usar os processos e estruturas da própria natureza para enfrentar os desafios urbanos. Significa pensar a vegetação e a água como infraestruturas funcionais no desenho dos edifícios e planeamento das cidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isto traduz-se em <strong>soluções como coberturas e paredes verdes</strong>, que isolam termicamente os edifícios e regulam o escoamento das águas pluviais; <strong>parques e jardins</strong> urbanos, que combatem as ilhas de calor e devolvem o espaço público às comunidades; <strong>charcas e zonas húmidas</strong>, que absorvem e retardam os caudais em caso de chuva intensa; ou <strong>SUDS </strong>(sistemas urbanos de drenagem sustentável), que substituem o betão por soluções que permitem infiltrar a água. Além da componente ambiental, <strong>estas soluções têm um impacto direto na justiça social urbana: promovem a saúde pública, fortalecem a coesão comunitária e democratizam o acesso à qualidade de vida</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este entendimento começa a ganhar força a nível europeu. <strong>A aprovação, em 2023, da Nature Restoration Law foi um marco nesse sentido</strong>. <strong>Esta lei impõe metas vinculativas para a restauração de ecossistemas degradados, também nos contextos urbanos</strong>, e responde à alarmante realidade de que mais de 80% dos habitats naturais da UE se encontram em mau estado. <strong>Pela primeira vez, é obrigatório restaurar a natureza nas cidades, recuperar solos e reconectar corredores ecológicos. Esta lei enfrenta oposição de setores mais conservadores, mas representa uma mudança clara: reintegrar as zonas urbanas no ciclo ecológico e trazer a natureza de volta a estes espaços</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas cidades europeias têm antecipado este caminho. <strong>Roterdão </strong>e <strong>Copenhaga </strong>estão na linha da frente ao implementarem infraestruturas verdes e azuis para lidar com o risco crescente de cheias. <strong>Liubliana </strong>e <strong>Paris </strong>apostaram na reconversão de zonas impermeabilizadas em espaços naturais e renaturalizando as margens dos cursos de água. Também em Portugal há sinais positivos. A distinção de <strong>Lisboa </strong>e <strong>Guimarães </strong>como <strong>Capitais Verdes Europeias</strong>, em 2020 e 2026 respetivamente, mostra um compromisso crescente com políticas de mobilidade sustentável, corredores verdes, recuperação de linhas de água e gestão integrada da paisagem urbana. O Parque Central da Asprela, no <strong>Porto</strong>, é outro <strong>exemplo notável: desenhado como espaço público multifuncional, atua também como infraestrutura de retenção de águas pluviais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contudo, não nos iludamos: ainda estamos longe de tornar as NbS uma prioridade transversal</strong>. <strong>Em muitos municípios, estas soluções continuam a ser vistas como “acessórios verdes”, úteis, mas secundários</strong>. O urbanismo continua a ser dominado por lógicas imediatistas, centradas no betão e infraestruturas cinzentas. As árvores são plantadas sem espaço, os parques são pensados como elementos de recreio, e não como infraestrutura ecológica. <strong>Falta ainda formação técnica especializada, falta vontade política, e falta sobretudo uma mudança de cultura: valorizar a natureza e os serviços que esta (gratuitamente) nos presta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como é visível nas cidades portuguesas e como escreveu Maria Dulce Cardoso, “temos aversão ao que é natural e por isso fechamos varandas e cimentamos pátios”. <strong>Perdemos a ligação ao natural e é essa reconexão que o ODS 11 nos exige</strong>. Uma nova cultura urbana, onde a árvore tem espaço para crescer, o pavimento infiltra e o parque é mais do que lazer: é refúgio de biodiversidade, sala de aula ao ar livre e escudo climático.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investir na natureza urbana é uma necessidade económica, ecológica e social</strong>. Cidades com mais natureza são cidades com menos custos em saúde, menos perdas por cheias, maior coesão social e maior capacidade de adaptação. <strong>Não é uma escolha entre natureza e desenvolvimento: sem natureza, não há desenvolvimento sustentável possível</strong>.</p>



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